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V Encontro de Cheganças da Bahia

Na programação, louvação ao padroeiro de Saubara, mesa redonda sobre o registro das Marujadas como Patrimônio Imaterial, exposição de fotos, desfile e apresentação dos cheganceiros locais e convidados de Andaraí, Cairu, Camaçari, Jacobina, Paratinga, Remanso, Taperoá e Lençóis.

A Associação Chegança dos Marujos Fragata Brasileira agita Saubara, pequena cidade do recôncavo baiano (110km de Salvador), com os preparativos para realizar a quinta edição do Encontro de Cheganças da Bahia que acontecerá nos dias 4 e 5 de agosto de 2015.

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A Chegança ou Marujada é considerada uma “dança dramática”. Essa expressão foi popularizada por Mário de Andrade e é o nome genérico com que os folcloristas brasileiros designam os grandes bailados populares que se baseiam num assunto determinado e têm, na sua maioria, partes faladas e representadas, como é o caso das Cheganças e Marujadas.

Os grupos em suas apresentações, retratam fatos históricos de forma lúdica e transmitem para o observador a sensação de estar presenciando marujos dentro de uma embarcação em alto mar. “São mais de duas dezenas de grupos espalhados em todo Estado. Com esse movimento, busca-se incentivar a permanência da tradição das Cheganças na Bahia”, diz Rosildo Rosário, coordenador geral do evento.

O V Encontro de Cheganças da Bahia é realizado com o apoio financeiro do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI)/Secretaria de Cultura do Estado da Bahia/Governo do Estado da Bahia, apoio do IPAC, SUDECULT, SUPROCULT e apoio cultural das prefeituras de Saubara, Andaraí, Camaçari, Taperoá, Cairú, Paratinga e Lençóis.

Patrimônio Cultural

O I Encontro de Chegança da Bahia, realizado em 2013, em Saubara, reuniu oito cheganças de quatro municípios. Foi um passo importante para dar visibilidade aos grupos organizados no estado.

Além de promover o encontro dos cheganceiros em busca de reconhecer semelhanças e diferenças na forma como realizam sua performance, esse evento, criou um espaço de conversa sobre a Marujada. Na ocasião, foi encaminhado o pedido de registro dessa manifestação popular tradicional como Patrimônio Cultural da Bahia.

Desde então, o Encontro é realizado anualmente e o processo está na fila do IPAC, aguardando o próximo passo para a produção do Dossiê das Cheganças e registro definitivo, efetivado pela inscrição das Cheganças no Livro de Registro Especial das Expressões Lúdicas e Artísticas.

PROGRAMAÇÃO

DIA HORA ATIVIDADE LOCAL
4/8 8h Recepção de lideranças dos grupos visitantes Sede da Chegança Fragata Brasileira. Rua Boca da Mata, s/n. Saubara-Ba
11h Apresentação do Grupo Chegança Fragata Brasileira na Missa de São Domingos de Gusmão Igreja de São Domingos de Gusmão. Saubara-Ba
19h Reunião aberta à comunidade em geral e representantes dos grupos de Cheganças da Bahia Sede da Sede da Chegança Fragata Brasileira. Rua Boca da Mata, s/n. Saubara-Ba
5/8 9h Reunião entre as lideranças das Cheganças e representantes do Estado > Mesa: Caminhos já percorridos para o Registro e o que falta para completar a caminhada Sede da Sede da Chegança Fragata Brasileira. Rua Boca da Mata, s/n. Saubara-Ba
15h Desfile dos grupos:
Chegança dos Marujos Fragata Brasileira, Chegança Feminina Barca Nova, Chegança de Mouros Barca Nova Feminina (Saubara), Chegança dos Mouros de Arembepe, Chegança Feminina de Arembepe (Camaçari), Marujada de Paratinga, Marujada de Cairú, Chegança de Taperoá, Marujada do Divino Espírito Santo de Andaraí, Marujada de Remanso, Chegança de Lençóis, Marujada de Jacobina
Saída da Rua do Lavador
17 às 19h Apresentação Rua da Amendoeira
9h às 20h Exposição de fotos: Thales Antonio e o fuzuê da Fragata Brasileira Praça 13 de junho

 

Contatos: chefrabra@gmail.com

 

Destaque de Julho

A programação de julho no Espaço Cultural da Marujada tem um momento especial. Grande celebração coloca juntos o Jongo, as Cheganças e o Samba de Roda. Dia 22 de julho, das 9h às 16h, na sede da Fragata Brasileira em Saubara. Oficinas, apresentações, conversas com os mestres.

Cartaz 22jul - saubara

Mulheres do Samba de Roda se revelam

A Associação dos Sambadores e Sambadeiras do Estado da Bahia (ASSEBA), a Rede do Samba de Roda do Recôncavo Baiano e a Chegança dos Marujos Fragata Brasileira apresentam o documentário Mulheres do Samba de Roda. A primeira exibição será realizada no dia 5 de dezembro (sábado), às 9h30, na sede do Centro de Referência do Samba de Roda (Santo Amaro).

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Rosildo Rosário, que coordenou a realização do documentário, comenta seus aprendizados: “Esse projeto é revelador de ideias que aparentemente estavam escondidas. Entendemos como um trabalho completo e que merece todo reconhecimento e valorização. Além da grata satisfação de trabalhar diretamente com essas mulheres do samba, temos o registro da mulher negra”.

No documentário, 16 mestras sambadeiras mostram seus trajetos e trejeitos, histórias e memórias. Na mesma ocasião, acontece a abertura da exposição fotográfica Mulheres no Samba de Roda: histórias e conquistas. Serão lançados também um CD e o livro com minibiografias dessas 16 mulheres. Ouça aqui >

 

Dalva, D. Nicinha e Rita da Barquinha estão entre as homenageadas. Todas elas imprimiram sua marca na estética e na política da cultura popular do recôncavo, por meio de manifestações culturais como os ternos de reis, terno do acarajé, cheganças, maculelê, capoeira, ranchos, candomblé entre outras.

A coordenadora executiva do projeto, Luciana Barreto, conta que, entre as intenções, “buscou-se construir um acervo das vozes dessas velhas sambadeiras das comunidades negras. São vozes que tendem a sumir”. As 17 faixas são versões femininas de clássicos do samba do recôncavo, como Alô Meu Santo Amaro e outros sambas inéditos que elas escolheram mostrar ao público pela primeira vez.

Protagonismo: as obras, em seu conjunto, buscam demonstrar a ampla inserção social das sambadeiras. Mulheres que, precocemente, assumiram as obrigações da casa para ajudar seus pais. São marisqueiras, agricultoras, comerciantes, empregadas domésticas. Estão retratados os seus saberes e protagonismo no enfrentamento de toda forma de violência contra a mulher e a conquista do direito de se expressar, de ter renda própria, saúde, educação. São biografias que constituem um importante acervo para as novas gerações.

Para os coordenadores do projeto Mulheres do Samba de Roda, os resultados são surpreendentes e, mais do que nunca, necessários. “As mulheres sambadeiras têm um entendimento amplo da vida, não se prendem meramente ao sambar. Elas nos surpreendem com seus depoimentos sobre os mais diversos temas em pauta na sociedade”, diz Luciana.

A pesquisa, realizada pela professora e etnomusicóloga Katharina Dohring, contribui para a valorização da mulher em todo o contexto social. Incentiva o aprendizado de práticas e saberes populares de matriz africana, além de sua permanência e transformação no seio da comunidade afrodescendente de sambadores e sambadeiras.

Foram selecionadas 16 mestras de 15 localidades baianas (Acupe, Bom Jesus dos Pobres, Cachoeira, Camaçari, Ilha de Vera Cruz, Feira de Santana, Irará, Maragojipe, Santo Amaro, São Francisco do Conde, Saubara, Simões Filho, Teodoro Sampaio, Conceição do Almeida e Cruz das Almas). Assim, os territórios de identidade – Recôncavo, Região Metropolitana e Portal do Sertão –, mostram alguns dos seus tesouros.

Este projeto faz parte do conjunto de atividades que festejam os 10 anos de conquista do título conferido pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura) ao samba de roda, que lhe deu a condição de “Obra-Prima do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade”. É realizado com patrocínio do Governo do Estado e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPAC, através do Fundo de Cultura do Estado da Bahia, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia”, por meio do Edital 16/2013 – Patrimônio Cultural, Arquitetura e Urbanismo.

Os exemplares serão distribuídos gratuitamente para as mulheres retratadas e seus grupos de samba, parceiros realizadores, Universidades, instituições culturais. Os demais interessados podem solicitar pelo e-mail: mulheresdosambaderoda@gmail.com

Contatos para entrevistas:

Luciana Barreto (Coordenadora do Projeto – 075 99147 8507 / 75 98178 1891)
Assessoria de imprensa: Scheilla Gumes (DRT-BA 2204) – 71 98786 3828

Serviço:

O quê: Lançamento coletânea Mulheres do Samba de Roda (Documentário, CD e livro)
Dia: 5 de dezembro
Hora: 9h30
Local: Centro de Referência do Samba de Roda (R. do Imperador, 1, Santo Amaro)
Preço: Distribuição Gratuita para Universidades, instituições culturais e demais interessados

III Mostra do Samba de Roda de Saubara

Venha e colabore com os Sambadores e Sambadeiras de Santo Amaro, vítimas da enchente provocada pelas chuvas de 11 de abril. Doe1kg de alimento não perecível e ganhe um CD de Samba de Roda. O pessoal do Ponto de Cultura da Chegança em Saubara está recebendo as doações.

Veja a programação da III Mostra do Samba de Saubara.

III Mostra do Samba de Roda de Saubara

Circuito do Samba de Roda do Recôncavo Baiano

O Circuito do Samba de Roda do Recôncavo Baiano tem abertura dia 18 de abril (sábado), em Saubara, Bahia. A festa começa às 14h, com uma Roda de Conversa entre Sambadores e convidados, na Sede da Chegança dos Marujos Fragata Brasileira (R. Boca da Mata, 1). Nesse momento, os sambadores e sambadeiras atendem o público e dão mostras de toques e danças do samba de roda baiano.

Em seguida, às 15h, os grupos Samba das Raparigas, Samba de Vovô Pedro (Saubara), Samba Filhos da Barragem, Samba Capim de Cela (Cachoeira) e Samba Chula de São Braz (Santo Amaro) se apresentam na Praça 13 de junho.

A programação é gratuita e aberta ao público. O Circuito segue até julho e prevê a circulação de grupos de samba em mais três localidades – Santiago do Iguape, Acupe, Cruz das Almas. Os mais de 20 grupos de samba que participam do Circuito compõem uma mostra dos diversos ritmos do samba de roda: a chula, o samba corrido, o de caboclo, de desafio, dentre outros.

O Circuito do Samba de Roda do Recôncavo Baiano em 2015 é parte do conjunto de atividades que festejam os 10 anos de conquista do título conferido pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura) de “Obra-Prima do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade”.

É realizado com patrocínio do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura do Estado da Bahia, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia”, por meio do Edital 08/2013 – Territórios Culturais e parceria da Associação de Sambadores e Sambadeiras do Estado da Bahia, Rede do Samba de Roda e Associação Chegança dos Marujos Fragata Brasileira.

Histórico – A primeira edição do Circuito do Samba de Roda do Recôncavo Baiano aconteceu em 2008. Mais de 30 grupos percorreram nove cidades baianas: Irará, Saubara, Santo Amaro, Terra Nova, Vera Cruz, Maracangalha, São Sebastião do Passe, Conceição da Almeida e Antônio Cardoso. Foram realizadas Assembleias e apresentações dos grupos locais, em um processo crescente de mobilização.

Saubara, a primeira anfitriã do Circuito do Samba de Roda do Recôncavo Baiano, em 2015, é um reconhecido celeiro de manifestações culturais. As festas de julho, as Cheganças, a renda, o artesanato em palha, o dendê… Surpreende também pelas belezas naturais. Fica próxima à foz do Rio Paraguaçu, em uma região que reúne praias de areias alvíssimas, falésias, áreas de manguezais e de Mata Atlântica com rios e cascatas.  Seu nome tem origem indígena. Vem de “Sauvara”, que, por sua vez, vem da palavra saúva, as formigas predominantes na cidade. Por ser colonizada por espanhóis, sofreu a variação para Saubara, seu nome atual.

Contato para entrevistas e outras informações: (75) 8178 1891 /(75) 9147 8507

ABERTURA DO CIRCUITO DO SAMBA DE RODA DO RECÔNCAVO BAIANO
Resumo da programação – GRATUITA – em Saubara, 18 de abril de 2015 (sábado)

Data/hora Atividade Local
14h Roda de conversa entre sambadores e convidados. Mostra de toques e danças Sede da Chegança dos Marujos (R. Boca da Mata, 1, Centro)
15h Apresentações públicas: Samba de Roda de Vovô Pedro e Samba de Roda das Raparigas (Saubara); Samba de Roda Filhos da Barragem e Samba de Roda Capim de Cela (Cachoeira); Samba Chula de São Braz (Santo Amaro) Praça 13 de junho

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