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Venha para a maior festa de Cheganças da Bahia

O VI Encontro de Cheganças da Bahia acontece no município de Saubara nos dias 4 e 5 de agosto de 2018. Estarão se apresentando pelas ruas de Saubara 13 grupos de Cheganças e Marujadas da Bahia. É uma oportunidade de conhecer e valorizar as “Cheganças”, como bem cultural baiano.

Esse encontro é uma grande celebração cultural que coloca em cena uma importante amostra dessa manifestação popular bicentenária, que ganhou diferentes expressividades nos diversos territórios de identidade baianos.

Além da apresentação pública dos grupos, o Encontro de Chegança da Bahia é um importante espaço de diálogo entre os agentes fazedores de cultura e os promotores, principalmente o estado. Cada agente envolvido compreende melhor o seu papel no movimento político cultural, fortalecendo as identidades dos grupos populares.

Estarão presentes 13 grupos das cidades de Arembepe, Saubara, Taperoá, Cairu, Andaraí, Lençóis, Remanso, Paratinga, Curaçá e Jacobina e ainda representantes dos grupos das cidades Caravelas, Mangal, Alcobaça, Barra, Subaúma e Prado.

O VI Encontro de Cheganças da Bahia é uma realização da Associação Chegança dos Marujos Fragata Brasileira, em parceria com as prefeituras municipais dos grupos envolvidos.

 

PROGRAMAÇÃO

04 de agosto de 2018 (sábado)

4 horas, na ‘madrugada’
Bando anunciador e Alvorada
Pelas ruas da cidade

8h – Recepção às lideranças dos grupos visitantes
Café da manhã
Local: Sede da Chegança Fragata Brasileira

11h – Apresentação do Grupo Chegança Fragata Brasileira na Missa de São Domingos.
Local: Igreja Matriz – Paróquia de São Domingos de Gusmão

18h – Reunião da Rede de Cheganças, com representantes dos grupos de cheganças da Bahia e comunidade em geral.
Local: Sede da Chegança Fragata Brasileira

Dia 05 de agosto de 2018 (domingo)

9h – Mesa: Vamos remando que é para vencer!
Reunião entre as lideranças das Cheganças e representantes do Estado
Local: Galeria Saúva

15h – Desfile dos grupos
Local de saída: Rua do Lavador

17h – Apresentação dos grupos na Rua da Amendoeira
19h – Encerramento

O Projeto

É especial para a Associação Chegança dos Marujos Fragata Brasileira comemorar seus 40 anos de atividades, realizando em Saubara esse VI Encontro de Cheganças da Bahia. Comemora oferecendo à sua cidade o grande espetáculo que é ir às ruas para saudar São Domingos de Gusmão no dia 4 de agosto – sua data de tradição – junto com outros 13 grupos cheganceiros que estendem a festa até o dia seguinte.

Em sua incansável busca por ocupar o lugar merecido no cenário das manifestações populares na Bahia é que as Cheganças chegam a Saubara para a sexta edição do seu Encontro anual.  Esses grupos apresentam diferentes características nas diversas comunidades em que aparecem. Todos trazem memórias de acontecimentos de grande importância para a construção das narrativas históricas do nosso estado. Alguns contam histórias referenciadas nas lutas medievais entre Mouros e Cristãos, outros encenam passagens das guerras de independência da Bahia e louvam os santos católicos.

Com programação aberta a todos os interessados, o VI Encontro de Cheganças da Bahia visa o fortalecimento e envolvimento das comunidades   do   Recôncavo   Baiano   e   afirma-se como momento relevante de trocas de saberes e registro da memória da cultura popular. O público da Bahia e do Brasil tem, neste evento, a oportunidade de compreender, conhecer e valorizar as “Cheganças, marujadas e Embaixadas” como bem cultural que tão bem representa a história da Bahia.

Por isso é que cabe festejar outra grande conquista neste ano de êxitos que é a realização do Dossiê Etno Histórico das Cheganças e Marujadas da Bahia, último passo para a inscrição definitiva dessa manifestação no Livro de Registro Especial das Expressões Lúdicas e Artísticas do Estado da Bahia.

Com muita honra a Associação Fragata Brasileira apresenta os convidados para a sua festa de 40 anos, os membros da Rede de Cheganças e Marujadas, os grupos de ‘marujeiros’ e ‘cheganceiros’ que há séculos imprimem sua marca nos desenhos identitários do estado da Bahia.

Saubara

Chegança dos Marujos Fragata Brasileira

… vamos companheiros, vamos lá chegar, leva essa bandeira lá em Pirajá…

A Fragata Brasileira conta a história de um grupo de marinheiros que participam das lutas pela independência, protegendo a Baia de Todos os Santos contra invasores. Referências trazidas nas músicas evidenciam forte relação com a história da independência oficialmente contada.

Os cânticos e a movimentação cênica embalam o público em sentimentos como a saudade da mulher amada por conta da partida para o mar; força e esperança para enfrentar o inimigo; êxito e gratidão pelas vitórias e o retorno ao lar e à terra amada. O ritmo das marchas é dado pelos pandeiros, confeccionados artesanalmente em Saubara e tocados por todos os marujos do ‘cordão’.

Após conquistar a vitória, é feita uma reverência na igreja como agradecimento a São Domingos de Gusmão, que é o padroeiro da cidade. (…) Chegamos amigos, chegamos, com gosto e contentamento, vamos fazer reverência, ao Divino Sacramento (…) diz a canção que evidencia importante relação com a religiosidade.

É um grupo composto por homens adultos e algumas crianças. Como na maioria das Marujadas, suas vestimentas imitam o fardamento da marinha. É divertido quando encenam desentendimentos entre os marujos e seus superiores, as chamadas ‘rezingas’ ou reclamações.

Os oficiais, além das vestimentas diferenciadas, usam espadas que saem da bainha uma única vez, no momento do combate, quando executam uma coreografia – o bailado. Esse é um ponto alto da apresentação.

Chegança de Mouros Barca Nova

Esta Chegança apresenta uma disputa entre mouros e cristãos (os marujos portugueses) há mais de 100 anos, em Saubara. Parte da apresentação é cantada, ao ritmo dos pandeiros, com trechos falados, lembrando um teatro de rua. Além dos marinheiros e dos representantes da ‘corte vermelha’ os infiéis, não batizados, esse grupo apresenta uma curiosidade entre seus personagens que é a presença de um oficial do exército, convocado para enfrentar o filho do imperador turco num duelo de espadas. Estão presentes os cânticos de saudade e de louvor a São Domingos de Gusmão.

Chegança Feminina Barca Nova

Este grupo reinventou a tradição das Cheganças em Saubara que até então só permitia a participação de homens. Mulheres de diversas idades mostram um belo exemplar deste ‘teatro embarcado’ em que as disputas entre mouros (a corte da Mauritânia) e os cristãos (marujas portuguesas) é narrada por um destacado coro de vozes femininas. Com exceção das oficiais de alta patente, que levam espadas e usam fardamento diferenciado, todas as demais usam roupas de marinheiras e tocam pandeiros. Elas posicionam-se em duas filas paralelas, o chamado cordão, que formam o contorno de um barco e saem às ruas de Saubara no dia 4 de agosto, quando participam da festa do padroeiro da cidade, São Domingos de Gusmão.

Camaçari

Chegança de Mouros de Arembepe

Na Chegança de Mouros de Arembepe, os personagens, tripulantes da marinha com diferentes patentes, contam parte da história vivida na época da invasão portuguesa, das guerras de religião e das grandes embarcações piratas. Esses, representando os cristãos, lutam contra os Mouros dentro de uma embarcação em alto mar, utilizando a música e a dança – ao som dos pandeiros – como recursos artísticos. O grupo, formado por homens, está em atividade há mais de 60 anos e não tem uma data fixa de apresentação. Participa da festa do Padroeiro São Francisco de Assis, dia 4 de outubro e de outras festas na cidade.

Chegança Feminina de Arembepe

Fundada em 2002 a Chegança Feminina de Arembepe é uma das únicas duas na Bahia, formadas exclusivamente por mulheres. Foi criada por iniciativa de um grupo da terceira idade. As marinheiras encenam a chegada dos portugueses no Brasil. Nas tentativas de vinda de Portugal para o Brasil um barco ficou à deriva. Houve uma batalha entre os portugueses e os turcos, daí os portugueses venceram a batalha e chegando ao Brasil foram comemorar. Junto com o coro de vozes, tocam pandeiros e cantam músicas que narram esta trajetória num bailado que imita o balanço do mar.

Cairu

A Chegança de Cairu, formada por homens adultos e crianças, atua entre os dias 26 de dezembro e 6 de janeiro, quando a pequena Cairu está sob o comando do Reinado de São Benedito. Participa dos festejos para o Santo e em suas evoluções pelas ruas, sem uma estrutura dramática definida, apresenta danças e cânticos que remetem às grandes navegações portuguesas. Destaca-se a sonoridade dada pela presença de duas cornetas de plástico que o mestre e o contramestre sopram, seguindo o ritmo dos pandeiros, tocados por todos os demais integrantes.

Jacobina

O tilintar das castanholas e a melodiosa viola, somados aos pandeiros, conferem uma sonoridade peculiar à encenação da Marujada de Jacobina. São homens que se caracterizam como marinheiros de diversas patentes e narram suas aventuras de sobrevivência nas travessias marítimas. Louvam São Benedito a quem está relacionada toda a sua simbologia de origem, pois era o Santo devotado pelos negros às escondidas dos coronéis da mineração. A segunda-feira após o domingo de pentecostes, dia dedicado a esse Santo, é a principal data da sua apresentação.

Lençóis

A Marujada Barcas em Rios tem sua origem ligada aos movimentos do garimpo na região. O grupo que se apresenta na festa do Padroeiro Senhor Bom Jesus dos Passos recebeu influências da Marujada de Andaraí e logo ganhou corpo e contornos particulares de Lençóis. Sua forma de atuação comunitária vislumbra a inserção na sociedade. É o espaço do lazer, da articulação com a Igreja e da diversão. Depois de um período inativa, retomou seus ensaios em 2015 e é composta em sua maioria por crianças e adolescentes, meninas e meninos. O entusiasmo dos pequenos marinheiros é visível no vigor com que dançam sem perder o ritmo da batida da caixa e dos pandeiros.

Remanso (Lençóis)

A Marujada Quilombo Remanso conta a história da chegada dos portugueses no Brasil. É uma representação teatralizada com homens e mulheres vestidos de marinheiros e oficiais. Eles tocam um tamborzinho artesanal – a caixa, pandeiros e levam um pequeno pedaço de madeira. O atual Mestre, Aurino Pereira, era o ração, única criança do grupo, quando João Pereira, sob influência do primo Manezinho do Remanso, foi aprender a fazer marujada com o mestre Ceciliano, de Lençóis, em torno de 1949. Desde então, o grupo se apresenta em festas e eventos populares nas cidades.

Taperoá

A Chegança de Taperoá apresenta a saga do mouro argelino numa disputa religiosa em que a vitória dos cristãos é simbolizada pelo batismo do mesmo em nome do senhor Jesus Cristo. Ele ressuscita depois de morto por aceitar a lei e a fé crista. São os marinheiros que contam a história, um grande enredo, cantado e falado, com estrutura dramática bem definida. É como se estivessem embarcados, em alto mar. Os pandeiros e o apito do mestre são utilizados para marcar o ritmo, seguido de um pujante coro de vozes.

Andaraí

A Marujada de Andaraí foi criada em menção à Escola de Sagres e às conquistas de Portugal. A apresentação tradicional do grupo ocorre durante a Festa do Divino, quando acompanha o cortejo religioso com seus cânticos de mar e de guerra. Os marujos desenvolvem também coreografias ao que chamam Chegança de Marujos. A dança é representada por um grupo de homens vestidos de branco e azul, que saem como marujos, general e capitão. Desfilam pela cidade, cantando e dançando músicas relacionadas ao mar e às batalhas portuguesas. Além do coro de vozes, sua sonoridade é dada apenas pelos pandeiros.

Curaçá

A Marujada de Curaçá apresenta-se no dia 31 de dezembro, em louvor a São Benedito. O front do cortejo é composto pela pessoa que toca a viola –  atualmente uma mulher – e pelos mestres que tocam pandeiro e iniciam as cantigas. Seja pela ancestralidade, pela herança da família, seja pelo pagamento de uma promessa ou simplesmente por gostar da Marujada, aproximadamente 200 pessoas participam da brincadeira. São mulheres, homens, adolescentes, crianças e alguns idosos que se vestem como marujos e carregam seus pandeiros para abrilhantar o cortejo. As roupas brancas ganham contornos vermelhos e detalhes com laços de fita amarrados em várias partes da camisa, enquanto os chapéus são enfeitados com papel crepom e fitas rigor. São adereços que acrescentam um especial colorido a esse grupo.

Paratinga

Eu sou amante guerreiro amante guerreiro, amante guerreiro, combato para vencer, combato para vencer / Eu entrego o meu peito bala o meu peito a bala pela Marinha eu vou morrer.

Na Marujada do Divino Espírito Santo, ​desde 1919, os marinheiros representam histórias variadas das grandes navegações do​s séculos​ XV, XVI ​e XVII​, a chegada dos Portugueses no Brasil, relatos de naufrágios, danças e dramas, combates entre oficiais dentro da embarcação. ​O momento ritualístico da Chegança em Paratinga acontece durante a Festa do Divino Espírito Santo, em junho. Antigos mestres contam que nesse dia, marinheiros que estavam ​à​ deriva em alto-mar chegaram em terra firme. Até hoje, o grupo encena essa “chegança”, levando “seu barco” composto por homens e mulheres pelas ruas da cidade.

Viva, viva, viva o espírito santo que nos trouxe em salva terra embrulhado no seu manto / Todos com prazer em terra saltamos com o favor Espirito Santo nós aqui chegamos / Nós aqui chegamos nesta terra boa e daqui nós não saímos nós viemos de Lisboa.

Com cantos, danças, ao som dos pandeiros e “facões” (simbolizando as espadas) apresentam uma enorme diversidade de cânticos em cenas coreografadas.

 

 

 

 

 

 

Jacobina sediou a 2ª reunião da Rede das Cheganças e Marujadas da Bahia

No dia 21 de maio de 2018, junto com o II Encontro de Cheganças de Jacobina, aconteceu a 2ª reunião da Rede das Cheganças e Marujadas da Bahia. Para a reunião da Rede, estiveram presentes lideranças dos grupos das cidades de Alcobaça, Camaçari, Curaçá, Jacobina, Lençóis, Taperoá e Saubara.

A conclusão da etapa de mobilização da Rede está prevista para agosto de 2018, em Saubara, Ba quando será realizado o VI Encontro de Cheganças da Bahia e a Reunião de Ampliação da Rede de Marujadas, resultado dessas ações.

A Marujada de Jacobina sai às ruas nessa data, em comemoração a São Benedito. Esse ano, o cortejo em louvor ao Santo ganhou um colorido especial com a presença dos grupos visitantes.

O projeto Rede de Cheganças e Marujadas da Bahia conta com o Apoio Financeiro do Programa Cultura Viva, Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural, Ministério da Cultura e Governo Federal, por meio do Edital Cultura de Redes – Fomento a Rede Culturais do Brasil – Categoria Nacional/Regional/2015. É realizado pela Associação Chegança dos Marujos Fragata Brasileira.

As ações previstas são contato com as lideranças dos grupos de Cheganças e Marujadas, mobilização das comunidades participantes da Rede, realização de reuniões com os grupos e reunião de ampliação. São realizados o registro fotográfico e coleta de depoimentos para documentar o histórico desses grupos. Para o fortalecimento e sustentabilidade dessa Rede, os grupos definiram como estratégia se auto declararem Pontos de Cultura dentro da política da Lei Cultura Viva e ampliar a Rede através da mobilização e articulação de novos grupos.

PATRIMÔNIO IMATERIAL/DOSSIÊ: na ocasião, esteve presente em Jacobina a equipe responsável pela produção do Dossiê das Cheganças, requisito para o registro definitivo das Cheganças e Marujadas como patrimônio Imaterial da Bahia, efetivado pela inscrição das Cheganças no Livro de Registro Especial das Expressões Lúdicas e Artísticas.

As equipes do Dossiê/Documentário e da Rede já passaram pelas cidades de Taperoá, Arembepe, Lençóis, Andaraí, Remanso, Mangal, Paratinga, Bom Jesus da Lapa, Saubara, Caravelas, Prado, Alcobaça, Curaçá e Jacobina, devendo chegar a Cairu no começo de junho. Ao todo serão coletadas informações de 20 grupos em 15 comunidades.

HISTÓRICO – a Rede das Marujadas e Cheganças foi formada em 2013 a partir da realização do I Encontro de Cheganças da Bahia, na cidade de Saubara. Na ocasião houve participação dos grupos de Saubara, Jacobina, Cairu, Camaçari e Taperoá. O sucesso do Encontro possibilitou a participação de mais grupos, fortalecendo o movimento cultural dessa manifestação.

Em 2018, a Rede das Marujadas e Cheganças assumiu o objetivo de fortalecimento e ampliação com visita a 13 (treze) grupos de oito comunidades envolvidas (Andaraí, Caravelas, Remanso, Jacobina, Cairu, Taperoá, Camaçari e Saubara), acompanhando o calendário de atividades dos seus grupos. Durante o processo de mobilização a meta foi ampliada pela dinâmica da própria Rede que permitiu identificar novos grupos em atividade. Ao todo serão coletadas informações de 20 grupos em 15 comunidades.

IV Mostra de Samba de Roda acontece na cidade de Saubara

O evento acontece nos dias 21 e 22 de abril de 2018, e contará com diversas ações como: oficinas de samba de roda e samba de coco, rodas de conversas e apresentações públicas de samba de roda e samba de coco.

As oficinas acontecem na sede da Chegança em Saubara e na Casa da Barquinha em Bom Jesus dos Pobres, já as apresentações acontecem na Praça 13 de junho, em Saubara e será aberto ao público.

O evento acontece nos dias 21 e 22 de abril de 2018, e contará com diversas ações como: oficinas de samba de roda e samba de coco, rodas de conversas e apresentações públicas de samba de roda e samba de coco.

As oficinas acontecem na sede da Chegança em Saubara e na Casa da Barquinha em Bom Jesus dos Pobres, já as apresentações acontecem na Praça 13 de junho, em Saubara e será aberto ao público.

O Samba de Roda foi declarado patrimônio imaterial brasileiro pelo IPHAN (2004) e patrimônio imaterial da humanidade pela UNESCO (2005), o que deu início a várias ações de salvaguarda, como a Mostra de Samba de Roda de Saubara. Em Março de 2013, foi realizada a I Mostra do Samba de Roda, onde os grupos de Samba de Roda de Saubara foram os principais dinamizadores deste evento. Em 2014 e 2015 o evento se repetiu, acontecendo assim a II e III Mostra do Samba de Roda, reafirmando a tradição através da difusão e circulação dos saberes dos mestres e mestras.

A IV Mostra de Samba de Roda de Saubara acontece em 2018, tendo como principais elementos dinamizadores, os próprios sambadores e sambadeiras dos grupos de samba de roda da comunidade, de comunidades circunvizinhas (Acupe, Iguape, Teodoro Sampaio e São Braz), além da participação do grupo de Samba de Coco de Pernambuco, fortalecendo o elo dos detentores desses bens imateriais.

 

Clique na imagem para ver a programação completa:

O projeto tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda, do Centro de Culturas Populares e Identitárias  – CCPI e Secretaria de Cultura da Bahia. Conta ainda com a parceria cultural da Chegança dos Marujos Fragata Brasileira, Rede do Samba de Roda e Associação de Sambadores e Sambadeiras do Estado da Bahia.

Mais Informações: Falar com Eliege (71) 9 8253-2579

1ª Reunião da Rede das Cheganças e Marujadas da Bahia

A Rede das Marujadas e Cheganças, foi formada em 2013 a partir da realização do I Encontro de Cheganças da Bahia, na cidade de Saubara. Na ocasião tivemos a participação dos grupos de Saubara, Jacobina, Cairu, Camaçari e Taperoá. O sucesso do Encontro possibilitou a participação de mais grupos, fortalecendo o movimento cultural dessa manifestação.

Em 2018, a Rede das Marujadas e Cheganças, com o objetivo de fortalecimento e ampliação, inicia as visitações a 13 (treze) grupos de oito comunidades envolvidas na sua Rede (Andaraí, Caravelas, Remanso, Jacobina, Cairu, Taperoá, Camaçari e Saubara) durante o calendário de atividades dos seus grupos.

As ações previstas são contato com as lideranças dos grupos de Cheganças e Marujadas, mobilização das comunidades participantes da Rede, realização de reuniões com os grupos e reunião de ampliação. Durante as ações realizaremos o registro fotográfico, histórico e de depoimentos, além de discutir com as lideranças dentro das “Reuniões das Marujadas” que acontecerão nas cidades de Taperoá, Jacobina e Camaçari as condições para os grupos se auto declararem Pontos de Cultura dentro da política da Lei Cultura Viva e ampliar a Rede através da mobilização e articulação de novos grupos, concluindo o resultado dessas ações na Reunião de Ampliação da Rede de Marujadas na cidade de Saubara/Ba.

A 1ª reunião da Rede acontecerá na cidade de Taperoá, no dia 03 de fevereiro de 2018 e contará com a participação de lideranças dos grupos das cidades de Andaraí, Caravelas, Alcobaça, Jacobina, Cairu, Taperoá, Camaçari e Saubara.

O projeto Rede de Cheganças e Marujadas da Bahia foi aprovado por meio do Edital Cultura de Redes – Fomento a Rede Culturais do Brasil – Categoria Nacional/Regional/2015 e conta com o Apoio Financeiro do Programa Cultura Viva, Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural, Ministério da Cultura e Governo Federal. É executado pela Associação Chegança dos Marujos Fragata Brasileira.

 

Sambadeiras mostram documentário e performance

As sambadeiras de maior referência para o samba do recôncavo da Bahia levam a Maragojipe, Muritiba, Conceição do Almeida e Saubara, entre agosto e novembro de 2017, o documentário Mulheres do Samba de Roda – com direito a roda de conversa após a exibição –, performance musical e exposição do livro que conta um pouco das suas histórias de vida.

A primeira exibição será realizada no dia 19 de agosto (sábado), às 10h, na Casa do Samba Dona Cadú (Maragojipe), com mediação da cantora Clécia Queiroz. A partir daí, a mostra segue até novembro, sendo uma cidade visitada a cada mês:  Muritiba (23/09), Conceição do Almeida (21/10) e Saubara (25/11).

Foram selecionadas 16 mestras de 15 localidades baianas (Acupe, Bom Jesus dos Pobres, Cachoeira, Camaçari, Ilha de Vera Cruz, Feira de Santana, Irará, Maragojipe, Santo Amaro, São Francisco do Conde, Saubara, Simões Filho, Teodoro Sampaio, Conceição do Almeida e Cruz das Almas).

No documentário, Cd e livro – produzidos em 2015 – elas contam suas histórias de vida e interpretam, pela primeira vez, sambas favoritos. As obras, em seu conjunto, demonstram a ampla inserção social das sambadeiras. Retratam seus saberes e protagonismo no enfrentamento de toda forma de violência contra a mulher e a conquista do direito de se expressar, de ter renda própria, saúde, educação.

São marisqueiras, agricultoras, comerciantes. Mulheres que imprimiram sua marca na estética e na política da cultura popular do recôncavo, por meio do samba e de manifestações culturais como os ternos de reis, terno do acarajé, cheganças, maculelê, capoeira, ranchos, candomblé entre outras.

Para a coordenadora do projeto, Luciana Barreto, registrar e fazer circular esses conhecimentos, permite o aprendizado de práticas e saberes populares de matriz africana, além de sua permanência e transformação no seio da comunidade afrodescendente de sambadores e sambadeiras. “As mulheres sambadeiras têm um entendimento amplo da vida, não se prendem ao sambar. Elas nos surpreendem com seus depoimentos sobre os mais diversos temas em pauta na sociedade”, diz Luciana.

O Projeto Circulando com as Mulheres do Samba é realizado por meio da parceria cultural da Rede do Samba de Roda do Recôncavo Baiano, Associação dos Sambadores e Sambadeiras do Recôncavo da Bahia e Associação Chegança dos Marujos Fragata Brasileira. Tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura do Estado da Bahia, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, por meio do Edital 24/2016 Territórios Culturais.

PROGRAMAÇÃO – Circulando com as Mulheres do Samba de Roda

AGOSTO: 19/08, 10h, Casa do Samba Dona Cadú, Lançamento do Projeto em Maragojipe

SETEMBRO: 23/09, 10h, Associação Educacional e Musical 5 de Março, Muritiba

OUTUBRO: 21/10, 10h, Associação Cultural Dr. José Joaquim de Almeida, Conceição do Almeida

NOVEMBRO: 25/11, 10h, Associação Cultural Fragata Brasileira, Encerramento em Saubara

V Encontro de Cheganças da Bahia

Na programação, louvação ao padroeiro de Saubara, mesa redonda sobre o registro das Marujadas como Patrimônio Imaterial, exposição de fotos, desfile e apresentação dos cheganceiros locais e convidados de Andaraí, Cairu, Camaçari, Jacobina, Paratinga, Remanso, Taperoá e Lençóis.

A Associação Chegança dos Marujos Fragata Brasileira agita Saubara, pequena cidade do recôncavo baiano (110km de Salvador), com os preparativos para realizar a quinta edição do Encontro de Cheganças da Bahia que acontecerá nos dias 4 e 5 de agosto de 2017.

CLIQUE PARA VER CONVITE

A Chegança ou Marujada é considerada uma “dança dramática”. Essa expressão foi popularizada por Mário de Andrade e é o nome genérico com que os folcloristas brasileiros designam os grandes bailados populares que se baseiam num assunto determinado e têm, na sua maioria, partes faladas e representadas, como é o caso das Cheganças e Marujadas.

Os grupos em suas apresentações, retratam fatos históricos de forma lúdica e transmitem para o observador a sensação de estar presenciando marujos dentro de uma embarcação em alto mar. “São mais de duas dezenas de grupos espalhados em todo Estado. Com esse movimento, busca-se incentivar a permanência da tradição das Cheganças na Bahia”, diz Rosildo Rosário, coordenador geral do evento.

O V Encontro de Cheganças da Bahia é realizado com o apoio financeiro do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI)/Secretaria de Cultura do Estado da Bahia/Governo do Estado da Bahia, apoio do IPAC, SUDECULT, SUPROCULT e apoio cultural das prefeituras de Saubara, Andaraí, Camaçari, Taperoá, Cairú, Paratinga e Lençóis.

Patrimônio Cultural

O I Encontro de Chegança da Bahia, realizado em 2013, em Saubara, reuniu oito cheganças de quatro municípios. Foi um passo importante para dar visibilidade aos grupos organizados no estado.

Além de promover o encontro dos cheganceiros em busca de reconhecer semelhanças e diferenças na forma como realizam sua performance, esse evento, criou um espaço de conversa sobre a Marujada. Na ocasião, foi encaminhado o pedido de registro dessa manifestação popular tradicional como Patrimônio Cultural da Bahia.

Desde então, o Encontro é realizado anualmente e o processo está na fila do IPAC, aguardando o próximo passo para a produção do Dossiê das Cheganças e registro definitivo, efetivado pela inscrição das Cheganças no Livro de Registro Especial das Expressões Lúdicas e Artísticas.

PROGRAMAÇÃO

DIA HORA ATIVIDADE LOCAL
4/8 8h Recepção de lideranças dos grupos visitantes Sede da Chegança Fragata Brasileira. Rua Boca da Mata, s/n. Saubara-Ba
11h Apresentação do Grupo Chegança Fragata Brasileira na Missa de São Domingos de Gusmão Igreja de São Domingos de Gusmão. Saubara-Ba
19h Reunião aberta à comunidade em geral e representantes dos grupos de Cheganças da Bahia Sede da Sede da Chegança Fragata Brasileira. Rua Boca da Mata, s/n. Saubara-Ba
5/8 9h Reunião entre as lideranças das Cheganças e representantes do Estado > Mesa: Caminhos já percorridos para o Registro e o que falta para completar a caminhada Sede da Sede da Chegança Fragata Brasileira. Rua Boca da Mata, s/n. Saubara-Ba
15h Desfile dos grupos:
Chegança dos Marujos Fragata Brasileira, Chegança Feminina Barca Nova, Chegança de Mouros Barca Nova Feminina (Saubara), Chegança dos Mouros de Arembepe, Chegança Feminina de Arembepe (Camaçari), Marujada de Paratinga, Marujada de Cairú, Chegança de Taperoá, Marujada do Divino Espírito Santo de Andaraí, Marujada de Remanso, Chegança de Lençóis, Marujada de Jacobina
Saída da Rua do Lavador
17 às 19h Apresentação Rua da Amendoeira
9h às 20h Exposição de fotos: Thales Antonio e o fuzuê da Fragata Brasileira Praça 13 de junho

 

Contatos: chefrabra@gmail.com